Em busca da Serra Perfeita

serra

A vida é feita de desafios! Convites que a torna mais intensa e prazerosa. E mesmo que estes desafios aos olhos pareçam margear o impossível, o coração sempre pede um respirar profundo e após, dizer com convicção:
“-Eu posso e eu vou conseguir! ”
É isto o que nos faz sentir a vida vibrando no corpo, e o espirito, não os músculos, o fazendo se mover.
A ideia de fazer uma pedalada de longa distância já habitava na mente há tempos, então, a data se fez propicia, e mais uma vez meu companheiro de pedal, Clécio estava comigo em mais esta empreitada.
Planejamos sair de São Paulo, cruzar o Paraná e alcançar por destino final o estado de Santa Catarina. Um percurso que compreende algo em torno de 1000 Km e que pede um certo preparo do ciclista, para não ser vencido pelo desafio.
Nosso objetivo seria aproveitar o feriado de 7 de setembro deste ano de 2018, e fazer uma trip até a cidade de Lauro Muller, na Serra do Rio do Rastro.
Meu recorde em uma bike é a distância de 704 km, quando alcancei o estado de Mato Grosso do Sul partindo de São Paulo. Para Clécio, também seria uma quebra de limites, já que igualmente a mim nunca havia se deslocado tamanha distancia movido pela adrenalina que um pedal proporciona.
Rapidamente, tudo já não era mais apenas uma ideia que orbitava a mente, e passado poucos dias àquela data, já tínhamos dado um talento nas bikes, nos encontrávamos munidos de todos os equipamentos de proteção e preparados com mochilas nas costas contendo tudo o que acreditamos ser necessário para a continuidade de nossa jornada sem maiores surpresas.
Saímos entusiasmados do bairro de São Miguel, localizado na região leste do município de São Paulo em direção à rodovia Regis Bittencourt no dia 5 de setembro, uma quarta feira, antes mesmo do raiar do sol, estimando concluir nossa jornada em torno de 5 dias, percorrendo assim uma média de 200 kms por dia, e isto, mesmo com algum possível imprevisto que viesse a nos causar algum atraso.
A termos de conhecimento, a Regis Bittencourt ou BR 116 como é popularmente conhecida é a principal rodovia brasileira. É também a maior rodovia totalmente pavimentada do país. Seu início se faz na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará e seu término, na cidade de Jaguarão, no estado do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai.
E na medida em que ganhávamos a BR em direção ao sul, o coração pulsava mais forte e a cada placa de boas-vindas que ficava para trás, enxergávamos mais próximo o nosso destino.
Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Miracatu…
Não víamos a hora de chegar em Lauro Muller, isto estava estampado em nosso rosto. Estávamos ansiosos em tirar inúmeras fotos e planejar um novo desafio para uma outra data propicia…
“Quem sabe, desta vez cortar a América de ponta a ponta em um sonho um pouco maior? ”
A medida em que ganhávamos a estrada éramos presenteados com belas paisagens. Como não mencionar a Serra do Azeite ou a Serra Do Cafezal? Também vale frisar os novos trechos da BR na Serra do Cafezal, que conferem mais segurança aos que trafega por ali.
Também tivemos por privilégio o saborear cada segundo ao lado de uma natureza riquíssima, e o fizemos com todo respeito, registrando assim na memória momentos que fogem a explicação por palavras.
E assim, descrevo a parte florida de uma história, que também nos reservou inúmeros imprevistos, além dos previstos quando programamos a viagem, e, que por conta destes imprevistos, por não nos proporcionar mais um ambiente seguro, decidimos após três dias de pedalada, que Curitiba seria o destino final de um sonho que seu foco estava cerca de 600 kms adiante dali.
Mas de tudo, tiramos uma lição, e aprendemos que uma viagem desta magnitude não deve ser apenas desejada, planejada e em seguida por uma mochila nas costas, a bike na estrada e sair pedalando feito um desbravador para uma cidade há algumas centenas de quilômetros dali. As aparências realmente enganam, e uma viagem nestas proporções deve ser muito bem planejada antes de se aventurar em cima de uma bike estrada afora, para que no final de tudo, o êxito na empreitada seja um troféu recebido no final.
No nosso caso, o pecado foi o excesso. Levamos muitas coisas que depois descobrimos ser desnecessário, servindo apenas de peso extra nos alforjes, o que nos sobrecarregou e também sobrecarregou as “magrelas”.
Foram muitas paradas ao longo do caminho! Muitos reparos e troca de câmaras de ar, acredito que por conta do peso que estávamos de posse.
No final das contas, somando junto a decisão de permanecer em Curitiba, de tudo o que levamos, não utilizamos nem 20 por cento. Também encontramos uma situação desfavorável em relação à amplitude térmica na região, que nos causou um certo desconforto. Durante o dia, o calor na estrada era grande, mas quando a noite caía, fazia um frio que assustava, e mesmo com todos os apetrechos que levamos prevendo tal situação, barraca, saco de dormir, isolante térmico e as roupas que colocávamos, tudo isto apenas amenizava a situação.
No dia que estendemos um pouco o horário pedalando e adentramos a noite, aconteceu de furar uma câmara, tentamos fazer o reparo, mas sem sucesso. A baixa temperatura influenciava de forma negativa também neste aspecto, não permitindo que a borracha da câmera ficasse totalmente seca, impedindo o contato da cola entre as partes e por consequência, que a cola unisse o remendo à câmara, fazendo com que perdêssemos um tempo precioso pela manhã até que fosse possível executar o reparo.
O maior presente e a maior lição que tiramos de tudo, foi realmente a experiência adquirida. Ainda que não chegamos ao nosso objetivo, nos aperfeiçoamos para que numa próxima viagem possamos acrescentar no relato as flores e os espinhos que existem na pedalada até a Serra Do Rio Do Rastro.
Ao final de tudo, foram 464 kms percorridos, em 3 dias de um contato com uma natureza maravilhosa! E apesar dos espinhos que correm junto a um mar de rosas, o contemplar de perto as rosas compensa o risco de nadar com os espinhos.
Serra Do Rio Do Rastro: Nos aguarde!

 

Não pode faltar de jeito nenhum.

Você sabia que se você cozinhar ovos no dia anterior da pedalada e deixar eles na casca eles demoram mais para estragar?
Essa é uma dica super importante para aquela pedalada longa, então aproveite e faça um teste.

Nem preciso falar dos benefícios dos ovos não é? Principalmente dos cozidos!

O ovo é considerado um “superalimento, ou seja, além de rico em nutrientes ele ajuda a prevenir doenças.
É essencial conhecer os benefícios do ovo, um alimento natural que não pode faltar nas suas refeições diárias.

Rico em antioxidantes únicos e poderosos nutrientes cerebrais.

Porém nem todos os ovos são iguais, galinhas criadas confinadas e alimentadas com grãos, alteram a composição final dos nutrientes dos ovos,
assim como a coloração da gema. Isso não quer dizer que os ovos do supermercado não tenham suas qualidades… pelo contrário, eles são muito válidos e mais acessíveis mas sempre que possível, prefira ovos orgânicos.

Os ovos só são não são saudáveis para quem tem alergia à eles, do contrário, são superalimentos, então aproveite seus benefícios, além de ser barato, ter um gosto incrível e ser altamente versátil.

Um domingo para entrar para história.

gilson mendes

 

 

Um domingo para entrar para história.

dezembro 2,/2013

Parecia que este seria mais um daqueles domingos preguiçosos, em que ficamos no sofá assistindo televisão e vendo a chuva cair pela janela de nossas casas.

Porém, lembrei de um convite feito pelo meu amigo Ribeiro CP, para um passeio voltado para iniciantes no Pedal com o Grupo Very Easy.

Como minha esposa está voltando a pedalar, resolvi acompanhá-la neste evento, aproveitando para rever os amigos.

Eis que somos maravilhosamente surpreendidos.

Fui “encontrado” por uma amigo meu de infância, o Gilson Mendes que também é amigo do Ribeiro. Lembro que fazíamos vários rolês de bike juntos, acho que tínhamos por volta de 12 anos.

Seguimos juntos para o pedal e relembramos vários momentos, nossos pequenos rolês, que na época pareciam ser a maior aventura de nossas vidas, momentos inesquecíveis.

Foi um Domingo maravilhoso, agradeço a Deus e a todos os envolvidos.

Relatarei neste blog todos os momentos mais importantes que tive em minha vida, onde a bicicleta esteve presente (que foram muitooooos), fiquem à vontade para comentar, opinar e criticar… sou todo ouvidos… abraços.

Santa Izabel

Santa Isabel

Um pedal de grandes valores

Equipe pedal do seu moyses (minúsculo mesmo kk)

Pedal que se preze tem que atrasar, apesar de ter sido bem divulgado nas redes sociais, foram confirmados 29 ciclistas às 7:30hr da manhã, porém neste horário estavam apenas 5 … tenho que dizer que o seu moyses chegou atrasado rsrs.

Enfim, foram no total 35 ciclistas, um destes foi um ciclista (o cara do baú) que veio de Campinas encontrar um amigo dele e como este amigo não veio ele resolveu nos acompanhar, outro foi o Felipe, encontramos ele no posto de gasolina onde fomos consertar o primeiro pneu furado (que foram muuuitooos) e ele resolveu entrar na muvuca.

A primeira a ter o pneu furado.

 óh o cara do baú.

Como eu disse, mal começamos a pedalar e veio uma sucessão de pneus furados, logo pensei: esse pedal vai dar o que falar hehehe.

Depois de diversas paradas por contas de vários pneus furados e paradinhas para esperar o grupo se juntar, seguimos para a cachoeira de Santa Isabel, no trevo de Suzano minha esposa passou mal e se fosse só ela estava bom… um outro amigo nosso também passou mal com câimbras nas pernas que pareciam estar incomodando bastante.

Um amigo nosso me emprestou uma corda para que eu pudesse “rebocar” minha amada, ele me ensinou uma técnica interessante: você amarra uma corda no canote de sua bike e a outra ponta na mesa do guidon e pronto… é só puxar.

Depois de alguns kms chegamos no centro de Santa Isabel, segundo relatos, a cachoeira estava a poucos kilometros dali, mas sabe como é né? kms de ciclista é diferente! :/

Particularmente, eu estava adorando, rebocando a patroa estava ganhando resistência e experiência, sem contar com os amigos e paisagens espetaculares. Ela não estava legal e já agoniada para chegar nessa bendita cachoeira, o que aconteceu é que para ela as retas eram subidas, as subidas viraram ladeiras enormes e infinitas.

O que mais me fascina neste mundo de bikes, ciclistas, cicloativista, enfim, a todos esses nomes que dão para a gente é a persistência e a gana de chagar em seu destino. Isso não tem preço!!!

Depois de alguns kms de subidas, ladeiras, descidas ingrimes e com curvas sinuosas, chegamos à cachoeira, fomos muito bem recepcionados pelo proprietário do lugar e valeu a pena,  que cachoeira fantástica, muito bonita e revigorante.

 Tínhamos que relaxar bastante mesmo, a volta seria tensa, em especial para mim que estava rebocando uma pessoa.

Como tem gente boa neste mundo, sensacional! Um outro amigo nosso não estava se sentindo bem e não tinha condições de voltar pedalando, deixou a bike para que um de nós a levasse “acoplada” e ele seguisse de ônibus, como era no meio do mato, o dono do local o levou de carro até um ponto onde passava um coletivo para ele poder ir para casa mais acomodado, correu tudo bem e ele está pronto para outra.

Alguns kms depois, no percurso de volta, um dos ciclistas perdeu o controle de sua bike e caiu em uma das curvas bastante sinuosas, ficamos todos muito apreensivos já que era uma descida muito ingrime e ele estava vindo muito rápido. Não vou relatar muito porque não quero expô-lo mas, usem o capacete, foi um dos fatores que o salvou!

Ele foi levado para a UPA de Santa Isabel e ficamos todos aguardando a chegada da família, saímos de lá por volta das 19:30hr e tínhamos um longo percurso de volta, fora que alguns dos integrantes tinha que conseguir pegar o trem em Poá para voltar para casa e por isso tinham que pedalar mais forte para dar tempo.

Decidimos ir pela Dutra, não preciso lembra que para mim o pedal seria em dobro né?! rsrs. Dois integrantes assumiram o compromisso de fechar o pedal e nos acompanhou (minha esposa e eu), não preciso dizer o nomes, mas eles sabem de quem estou me referindo – fico muito grato pelo companheirismo caras, vocês são demais!!! O Felipe ficou também, gostei desse carinha kkk.

Fiquei em Arujá e os 2 que fecharam o pedal e o Felipe seguiram seus caminhos. Admirei a capacidade do ser humano (entendeu? hehe)

Agradeço a Deus por mais uma conquista e obrigado a todos..Até o próximo pedal do seu moyses.

São José dos Campos

terça-feira, 20 de março de 2012
Haaa… São José dos Campos deu o que falar entre amigos e familiares, uma que até ontem o Clécioe eu…
Bom o Clécio estava a desfrutar de alguma carne gordurosa (muito gordurosa mesmo) e de alguma cerveja, e eu em algum lugar do meu apartamento sentado ou deitado assistindo algum jogo rsrsrsrs.
Do nada praticar cicloturismo??? Ninguém iria acreditar, mas provamos que é possível!!!
E foi muito bom, a temperatura estava em torno de 33º para quem está começando não é nada facíl, super cansativo (parabéns Clécio – e pra mim também)

Estrada da Manutenção

Estrada da Manutenção

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Santos
Até que não foi tão difícil!!!Enfim conhecemos a tal estradada Manutenção…um lugar impressionante, fantástico, a natureza domina e enche os olhos de qualquer pessoa.
A viagem começou às 5:30h do dia 07/04/12, saindo do Itaim Paulista com destino ao litoral Sul, mais precisamente em Santos, passando por Santo André – Mauá – Ribeirão Pires…finalmente chegando na rodovia Anchienta seguindo a interligação com a Imigrantes totalizando 130km de pedalada.Aí vai algumas dicas para quem vai a primeira vez:
O ponto de referência é o Rancho da Pamonha, na interligação você tem que passar para o lado do Rancho, isso significa que você estará na contra mão da Imigrantes, mas fique tranquilo, do mesmo lado do Rancho você irá pedalar mais alguns metros e aí sim terá acesso à rodovia da Manutenção.Tenha cuidado, principalmente nas curvas que são muito fechadas e íngrimes, por isso verifique os freios (sempre) e desça devagar, assim você aproveita a paisagem que é estonteante… de brinde no meio do caminho tem uma grande cachoeira para se refrescar.

Outra dica é que chegando no fim da estrada da manutenção você pode pasar por dentro da reserva, para isso é preciso entrar em contato com o Pólo Caminhos do Mar que funciona de terça a domingo e agendar previamente a visita às trilhas:
* PE Serra do Mar – Núcleo Itutinga Pilões (60 Km de São Paulo)
Estrada Elias Zarzur, Km 8 – s/n – Cubatão – SP
Cep: 11584-000 Fone: (13) 3361-8250 e (13) 3377-9154
* Central de Informações Turísticas de Paranapiacaba
(11) 4439-0237
* Associação de Monitores Ambientais de Paranapiacaba